Os campeões do basquete brasileiro

NBB e LBF terminam com títulos inéditos de Paulistano e Campinas e fecham temporada da bola laranja no Brasil com chave de ouro

A temporada 2017/2018 do basquete brasileiro chegou ao fim. No último final de semana, as ligas masculina e feminina tiveram seus campeões decididos em duelos de arrepiar e fecharam o ano da bola laranja no Brasil em grandíssimo estilo.

 

No NBB (Novo Basquete Brasil), o vencedor foi o Paulistano/Corpore, enquanto que na LBF (Liga de Basquete Feminino), o título ficou com as meninas do Vera Cruz/Campinas. Os dois nunca haviam sido campeões nacionais e provaram ainda o equilíbrio e a evolução do basquete brasileiro nos últimos anos.

 

Ambas as conquistas foram indiscutíveis. O Paulistano foi líder da fase de classificação do NBB por várias rodadas e inclusive estabeleceu o recorde de vitórias consecutivas da temporada, com 22. Nos playoffs, passou por Solar Cearense (3 a 1), Sendi/Bauru (3 a 2) e venceu a grande decisão contra o Mogi das Cruzes/Helbor (3 a 1).

A partida que decidiu o título para o clube da capital paulista aconteceu no fervoroso Ginásio Hugo Ramos, que recebeu mais de 5 mil mogianos no último sábado para o quarto jogo da série. O CAP tinha vantagem de 2 a 1, e o Mogi precisava vencer de qualquer maneira para forçar o Jogo 5, mas não foi o que aconteceu.

 

Sob o comando dos garotos Lucas Dias (20 pontos) e Yago (21 pontos), que combinaram para 50% dos pontos do time, o Paulistano segurou a pressão do Mogi na reta final da partida, venceu por 82 a 76 em pleno Hugo Ramos completamente lotado e levantou o troféu de campeão do NBB pela primeira vez na história.

O grito de campeão estava entalado na garganta dos alvirrubros, já que a equipe foi às Finais outros duas vezes – uma delas no ano passado – e ficou com o vice-campeonato. No início da temporada, o CAP conquistou o Campeonato Paulista 2017 também de maneira inédita, este que foi o primeiro título da história do basquete adulto do clube.

“O sentimento é de felicidade e de agradecimento ao clube Paulistano por tudo que nos proporciona. Todos os times merecem ser campeões, mas fomos muito regulares durante toda a temporada, com direito a vitórias com grandes diferenças no placar e também com um certo nível de dominância”, disse o técnico do Paulistano, Gustavo De Conti, ao site da LNB.

Autor de 13 pontos e sete rebotes na partida que definiu o título para o Paulistano, o pivô Guilherme Hubner foi eleito o MVP das Finais. Com grandes atuações, o jogador fechou a série como jogador mais eficiente do clube da capital paulista (13,5 por jogo), com sólidas médias de 11,7 pontos e 6,2 rebotes por partida.

“Eu estava focado em jogar basquete. Não queria ser o MVP, mas sim ajudar meu time e fazer meu trabalho em quadra. O Gustavo (De Conti, técnico) determinou algumas funções específicas para mim na série e estava focado em executar tudo o que ele pediu”, disse Guilherme Hubner também ao portal da LNB.

Já na Liga de Basquete Feminino (LBF), foi a torcida da casa que fez a festa e soltou o grito de campeão. No Ginásio da Ponte Preta, em Campinas (SP), o Vera Cruz venceu o Jogo 5 da série contra o Sampaio Correia (MA), por 66 a 59, fechou a série em 3 a 2 e levantou o troféu de campeão pela primeira vez na história.

A campanha do time do interior paulista foi irretocável até as Finais, sem nenhuma derrota sequer na fase de classificação. No entanto, a “facilidade” encontrada na etapa classificatória não se repetiu (nem um pouco) na decisão, quando conheceu sua primeira derrota logo no Jogo 1 contra o Sampaio Corrêa (MA).

E no fim, foi na base das viradas que o Vera Cruz fechou a LBF como campeão. A equipe campinense ficou em desvantagem duas vezes na série, e em uma delas jogou para evitar o título das rivais, no Jogo 4 diante de cinco mil pessoas no Ginásio Castelinho. Já na quinta e decisiva partida, chegou a ficar 12 pontos atrás, mas virou de maneira incrível no último quarto e saiu de quadra com a vitória do título.

Com médias de 18,2 pontos por jogo nas Finais, a armadora argentina Melissa Gretter, do Vera Cruz, foi eleita a MVP da decisão. No Jogo 4 da série, em que as rivais poderiam sagrar-se campeãs em casa, a baixinha de 1,65m registrou um duplo-duplo de 31 pontos e 10 rebotes. Já na partida que decidiu o título para o time de Campinas, a "hermana" contribuiu com expressivos 25 pontos e a bola de 3 pontos que decretou a vitória no fim.

“Esse troféu significa muito para mim. Muito sacrifício, trabalho e pessoalmente longe da família, mas tudo valeu a pena. Estou muito feliz, o grupo de trabalho é muito bom e isso ajuda a ficar tudo mais fácil. Felicidade pura”, disse a argentina ao site oficial da LBF.

Por Buzzer Beater Basketball Camp

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